Lisboa é demasiado boa para o seu próprio bem

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Exportações, turismo e austeridade. Foi isso que sustentou o país durante a última crise, e que de certa forma continua a sustentar. Só não sabe quem não vive cá, certo?

E o resultado é que a afluência de turistas à capital portuguesa tornou-se gigantesca, e certos sítios da cidade encantam os estrangeiros mas tornaram-se incompatíveis com as pessoas que nela habitam.

“Estou farto de turistas” é uma frase comum de se ouvir da boca daqueles que residem no centro de Lisboa. Não que essas pessoas não mantenham a simpatia e espírito hospitaleiro que nos define enquanto povo, mas simplesmente porque, para as pessoas que nela habitam e que têm mais a fazer no seu dia-a-dia do que passear e conhecer a cidade (nada contra, disponham e voltem sempre!) vêem-se muitas vezes encurralados numa maré de britânicos, alemães, espanhóis e pessoas de todos os cantos do mundo, sem conseguirem circular em paz naquelas que são “as suas ruas”.

Ora, eu compreendo os dois lados. Afinal, quem é que no seu perfeito juízo não gostaria de visitar Lisboa? Ninguém não é? A cidade é maravilhosa.

Mas, também quem é que gostaria de sair da sua casa no Rossio, onde vive à 40 anos, e demorar 5 minutos a dar três passos?

É um dilema que nós enquanto país temos em mão. Por um lado a reputação e estatuto que a nossa capital recebe enquanto “um dos melhores destinos turísticos do mundo”. Portugal no topo das agências de viagens, dinheiro estrangeiro, comércio local a fervilhar.

Por outro, a insatisfação dos moradores que já nem um banco têm para se sentarem e, ou se habituam…. ou se habituam.

Vitor Gonçalves, presidente da Associação de Turismo de Lisboa, afirmou no Fórum Turismo organizado pela Marketeer e Viagens & Resort que este é o resultado da centralidade e que é necessário contornar a situação.

Felizmente já se regista uma evolução, como a construção de hotéis na Avenida Almirante Reis, por exemplo, algo impensável há uns anos. É ainda de salientar o dinamismo verificado em espaços como o Parque das Nações ou a zona entre Lisboa e Belém

A Presidente Executiva da Associação de Hotelaria Portuguesa corroborou com esta opinião e acrescentou

Uma cidade que morre não volta a crescer. Isto não é cíclico. É necessário monitorizar o volume de turistas porque se os próprios sentirem que existem turistas a mais, a actividade vai começar a morrer.

Trocando por miúdos, é o mesmo que dizer que realmente Portugal e o país inteiro deviam fazer o que era óbvio. Expandir a aposta turística e abranger outras zonas cheias de potencial por explorar.

Se pensarmos bem não será muito diferente da exploração de recursos naturais. Se nos focarmos só numa zona, vamos acabar com eles bem rápido, enquanto que se diversificarmos a nossa exploração e procurarmos também outras zonas, será tudo muito mais sustentável.

Portugal é lindo no seu todo, dêem-no a conhecer na sua totalidade.

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